Mostrando postagens com marcador Nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nacional. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Brasil será quinta economia do mundo a partir de 2023

Imagem: Internet
Estimativa também indica que a China vai ultrapassar os EUA
O Brasil deve alcançar a condição de quinta maior economia mundial e passar a Inglaterra até 2023. Quem diz isso é o Centre for Economics and Business Research (CEBR), uma empresa de consultoria econômica britânica, em relatório divulgado no último dia 26, pouco antes de The Economist fazer sensação com especulações agourentas sobre o país.
De acordo com as projeções da empresa,  o país deixará inclusive a Alemanha para trás. Em 2023 as cinco maiores economias mundiais serão EUA, China, Japão, Índia e Brasil. Em 2028 essa ordem deve mudar para China, EUA, Índia, Japão e Brasil. No mesmo período, os alemães estarão na sexta colocação e os ingleses em sétima.
Entre os fatores determinantes para a catapultagem do Brasil estão uma demografia favorável,  o forte incremento do comércio agrícola impulsionado pelo acordo Rodada de Doha e, vejam só, ganhos com alimentos geneticamente modificados. É uma pista boa para a investigação.  A quantas anda a participação dos transgênicos no agronegócio?
Outro dado relevante do relatório é que a arrancada do país rumo à quinta colocação só deve acontecer a partir de 2018. Até lá, continuaremos como a sétima economia  no ranking mundial, o que já é uma ótima notícia. A Índia, por outro lado, está atualmente na 11ª posição, deve chegar à nona em 2018, mantendo o ritmo ascendente até 2028.
No caso da Rússia, atualmente na oitava posição no ranking, os britânicos registram um movimento oscilante, com tendência de queda. Segundo eles, em 2018, os russos devem chegar à sexta posição, mas caem a partir disso voltando ao patamar atual.
O documento não trás informações sobre a África do Sul que, junto com Brasil, Rússia, China e Índia, forma o bloco conhecido como BRICS.
Bom lembrar que o Produto Interno Bruto brasileiro havia ultrapassado o da Inglaterra em 2011. Perdeu a colocação em função dos tropeços econômicos dos últimos dois anos.
Entre os países que disputam um lugar entre as 10 maiores economias mundiais nas próximas duas décadas, duas são da América do Norte (EUA e Canadá), quatro da Asia (China, Japão, India e Rússia) , quatro da Europa (Alemanha, França, Reino Unido e Itália), uma da América Central (México) e uma da América do Sul (Brasil).

Acesse o relatório Cebr’s World Economic League Table (em inglês).

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

35% dos brasileiros se sentem escravos do tempo

Homens são os que mais reclamam da falta de tempo, afirma IBOPE
O Ibope Inteligência tem realizado algumas pesquisas que contribuem para compreender um pouco a cabeça dos brasileiros e brasileiras. Uma dessas pesquisas, chamada "Jogos do Tempo" pretendeu investigar como a população brasileira lida com sua jornada diária.
Dia útil típico na vida do brasileiro
começa entre 6 e 7 da manhã e acaba
por volta das 22h
A conclusão é que tudo que seja lento, atrasado ou que represente espera, está em desacordo com a mentalidade pós-moderna no Brasil. Brasileiros e brasileiras querem que tudo e todos estejam disponíveis em um sistema 24X7 e simultâneo.
A pesquisa verificou que 22% de brasileiros assume realizar atividades simultâneas em seu dia a dia como, por exemplo, utilizar a TV e a internet juntos, TV e rádio, rádio e internet etc. A equipe do IBOPE suspeita que esse percentual pode ser maior já que as pessoas têm certa resistência em assumir a falta de concentração no trabalho ou no estudo.
O estudo parece confirmar certas teorias sociológicas sobre a "presentificação" da vida e a ojeriza aos prazos de carência, tais como as desenvolvidas pelos filósofos franceses Paul Virilio e Gilles Lipovetsky.
A urgência com as coisas entretanto é bastante relativa.
Os dados mostram que 35% dos brasileiros se sentem escravos do tempo e, entre esses, os homens na faixa etária entre 35 e 64 anos são os que mais reclamam. Todavia, as pessoas topam gastar mais tempo ainda em alguma tarefa na dependência da sensação de prazer ou conforto que sentem. Por exemplo, homens e mulher aceitariam gastar até uma hora a mais para se alimentar em restaurantes em dias úteis, se a comida for "caseira".
Ainda assim, quando questionados se e quanto pagariam por uma hora a mais no dia, apenas 1/3 dos brasileiros demonstraram interesse na compra, sendo que o valor seria, em média, R$ 50 em um dia útil. Mas os homens tenderiam a pagar R$85 por uma hora a mais em um dia de folga.
Outro dado interessante diz respeito à “juvenilização” da sociedade. Entre os entrevistados, 65% se considera 10 anos mais jovem do que realmente é.
O estudo Jogo do Tempo foi realizado durante o ano de 2013.
Leia mais sobre Paul Virílio.
Leia mais sobre Gilles Lipovetsky.
Acesse a matéria completa no site do IBOPE.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Aécio lança cartilha com diretrizes para campanha

Documento tem 12 pontos divididos em três temas: Confiança, Cidadania e Prosperidade
O senador Aécio Neves lançou ontem, terça-feira (17), uma cartilha com as diretrizes que devem organizar o discurso do PSDB durante a campanha eleitoral do ano que vem. A coisa toda, por enquanto, está embalada pelo slogan “Para mudar de verdade o Brasil”.
A complicação começa por ai. O slogan reconhece que mudanças aconteceram. Mas não as verdadeiras. Pura metafísica. Não existem mudanças falsas.
Por isso os tucanos precisam falar em continuidade. Aécio Neves garante, por exemplo, que é preciso manter o programa Mais Médicos e o Programa Bolsa Família, duas políticas do governo federal com forte apoio popular.
É como se o governo atual fizesse o que tem que ser feito. Mas da forma errada, com desperdício, má gestão e ineficiência.
Dai a necessidade de mudanças. “Nós encarnaremos a mudança, queremos ir além, falar de eficiência, planejamento, algo absolutamente distante da realidade daqueles que hoje governam”.
Mas não dá para perceber, pela leitura do documento, onde e como essas mudanças seriam realizadas. Fala-se da necessidade de planejamento, de eficiência, de mais investimentos nos serviços, na infraestrutura, no agronegócio, na sustentabilidade, no incentivo à produtividade industrial, na segurança e por ai vai.
É, enfim, um conjunto de declarações de intenções que podem ser lidas nos documentos de quaisquer partidos, inclusive do PT.
Vai ser difícil convencer.
Acesse o documento “Para mudar de verdade o Brasil”.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Serra desiste de campanha à Presidência em 2014

José Serra anunciou no Facebook
que desistiu de ser candidato
à Presidência da República, em 2014
Lógica parece ter chegado ao ninho tucano
José Serra, Ex-governador de São Paulo, causou surpresa ao anunciar sua desistência à vaga de candidato pelo PSDB à Presidência da República. O comunicado foi feito em seu perfil no Facebook.
Para esclarecer a amigos que têm me perguntado : Como a maioria dos dirigentes do partido acha conveniente formalizar o quanto antes o nome de Aécio Neves para concorrer à Presidência da República, devem fazê-lo sem demora. Agradeço a todos aqueles que têm manifestado o desejo, pessoalmente ou por intermédio de pesquisas, de que eu concorra novamente”, escreveu José Serra.
É de se imaginar a contrariedade de Serra, dono de um umbigo descomunal.
Agora o senador mineiro é o único no ninho tucano disposto a tentar a sorte contra a presidenta Dilma Rousseff ano que vem. As pesquisas mostram que derrotar Dilma é tarefa quase impossível. Com Serra, mais impossível ainda.
O paulista, por ser mais conhecido, pode largar com vantagem sobre Aécio. Mas seu ponto de partida é praticamente seu teto. Aécio teria mais chances de crescer e forçar um segundo turno.
Parece que a lógica se impôs.
Sobre o assunto recomendo a boa análise de Marcos Coimbra na revista Carta Capital desta semana.
Acesse o perfil de José Serra no Facebook.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Chico Mendes é declarado patrono do meio ambiente brasileiro

A presidente Dilma Rousseff sancionou um projeto de lei, de autoria da deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), que torna Chico Mendes patrono nacional do meio ambiente. A lei foi publicada no Diário Oficial da União de hoje. Houve homenagem à memória do líder seringueiro em sessão conjunta do Senado e da Câmara.
Francisco Alves Mendes, mais conhecido no país como Chico Mendes, nasceu em 15 de dezembro de 1944, no município de Xapuri, interior do Acre.  Tornou-se conhecido mundialmente por sua luta em defesa da Floresta Amazônica e dos seringueiros.
Há 25 anos  foi assassinado com um tiro no peito na porta de sua casa, no município de Xapuri. Em dezembro de 1990, a Justiça condenou o fazendeiro Darly Alves da Silva e seu filho, Darci, a 19 anos de prisão, pela morte do líder sindical.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Tarifa de energia no Brasil a quarta mais barata no mundo

Tarifa média residencial passou de US$ 18,2 por kWh para US$ 14,9 o kWh
De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), as medidas adotadas pelo governo federal no início do ano para forçar a redução das tarifas de energia elétrica tiveram efeito positivo. A conta de luz residencial do brasileiro passou a ser a quarta mais barata em comparação com outros 17 países. Anteriormente, o país ocupava a 12ª posição na mesma lista.
Apenas os Estados Unidos, a França e a Finlândia oferecem uma tarifa mais barata.
A Abradee lembra que sua pesquisa considera a base de dados internacional de 2012 e as tarifas brasileiras até janeiro de 2013. Portanto, não foram computados eventuais reajustes depois desse período.
Veja abaixo o ranking da Abradee.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Brasileiros acreditam que têm padrão de vida melhor que o de seus pais

Pesquisa da CNI diz que 84% acreditam que os filhos terão padrão de vida ainda melhor
Os números foram divulgados no último dia 9 e são pra lá de bons. A maioria da população brasileira (77%) acredita que está em situação melhor do que seus pais. E 84% acreditam que seus os filhos terão padrão de vida melhor ou muito melhor do que o de hoje. O resultado revela uma inequívoca sensação de progresso entre as gerações. Para os entrevistados, é mais fácil subir na vida hoje que há dez anos. Do total de entrevistados, 69% dizem estar muito satisfeitos ou satisfeitos com sua situação financeira atual e 94% estão satisfeitos com sua vida familiar. A taxa média de satisfação com a vida é de 82%.
A pesquisa foi realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o IBOPE e envolveu 2.002 pessoas em 143 municípios. Desse total, 75% dizem pertencer à classe média, 21% à classe baixa, 2% à classe alta. O restante não soube ou não quis responder.
A CNI quis saber o que os brasileiros e brasileiras acham que é essencial para vencer na vida. Para 95% dos entrevistados é uma boa educação. Logo em seguida, com 94% das respostas, aparece o fator ter capacidade pessoal, inteligência ou talento. Em terceiro lugar (88%), o trabalhar duro. Conhecer as pessoas certas obteve 82% de citações e e nascer em uma família rica também é considerado um fator decisivo para 31% dos entrevistados.
O curioso dessa história é que não me recordo de ter visto destaque para essa pesquisa nos jornalões.
Veja a notícia completa no Portal da Indústria.
Baixe a integra do documento Retratos da Sociedade Brasileira: Padrão de vida.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Apenas 2170 pessoas no mundo são ultra ricas

No Brasil, são apenas 50 e metade não tem diploma universitárioO banco UBS em parceria com a empresa de pesquisa Wealth -X, divulgou na semana passada um censo que mapeia o número e o perfil das pessoas cuja fortuna se mede a partir de um bilhão de dólares americanos. É o primeiro estudo abrangente e global sobre essa parcela diminuta da população mundial. No total, eles somam apenas 2.170 pessoas. Entre elas,  810 são novas ricas. Se tornaram bilionárias a partir da crise financeira global de 2009, revelação que dá o que pensar.
O estudo foi realizado entre julho de 2012 e Junho de 2013. Os bilionários foram investigados por região, país, sexo e origem de sua riqueza.
Eis alguns resultados:
  • O número de bilionários cresceu 0,5%  na comparação entre 2012 e 2013. No mesmo intervalo, a fortuna de cada um deles aumentou 5,3%;
  • A maioria deles mora na Europa  (766 indivíduos). Mas os bilionários norte-americanos são mais ricos, com patrimônio pessoal na faixa de US$ 2.158 bilhões;
  • A Ásia foi a religião onde mais apareceram novos bilionários (18) este ano. Além disso, a riqueza dos bilionários asiáticos subiu quase 13% na comparação com o ano passado. Eles devem ultrapassar os ultra ricos norte-americanos em cinco anos;
  • Em segundo lugar ficou a América do Norte, com 11 novos bilionários;
  • O crescimento da fortuna dos bilionários latino americanos é o mais lento do mundo, com um aumento de apenas 2,3% no ano passado;
  • A partir deste ano, o patrimônio líquido médio de cada bilionários no mundo é US$ 3 bilhões;
  • Apenas 111 pessoas no mundo possuem patrimônio líquido pessoal superior a US$ 10 bilhões;
  • Juntas, os bilionários do mundo acumulam uma fortuna maior que o PIB da maioria dos países. Só perdem para os Estados Unidos e para a China;
  • Apesar do que geralmente se pensa esses super ricos não são cosmopolitas. A maioria deles concentra seu patrimônio nas localidades onde iniciaram suas carreiras;
  • Cerca de 60% por cento dos bilionários devem sua fortuna ao empreendedorismo pessoal. Os 40% restantes são herdeiros;
  • As mulheres formam o maior percentual entre os herdeiros: 71%.
Ultra ricos brasileiros
O Brasil tem 50 bilionários, nas contas do Wealth-X and UBS Billionaire Census 2013. Juntos acumulam uma fortuna estimada em US$ 259 bilhões (cerca de 600 bilhões de reais). Na comparação com o ano passado, o Brasil aumentou apenas um indivíduo na lista global. Por outro lado,  a fortuna deles caiu em -13,7%. Era de US$ 300 bilhões em 2012.
Entre os bilionários brasileiros, 90% são do sexo masculino e a idade média é de 64 anos. Em relação à fonte de riqueza, apenas 38% conquistaram a fortuna pelos próprios esforços. Já 32% acumularam o dinheiro a partir de uma herança e 30% apenas o herdaram. Já o setor em que há mais bilionários é o de finanças, em bancos e investimentos.
Finalmente, quase metade deles (46%) não tem qualquer formação acadêmica.
O relatório completo pode ser obtido no site da Wealth-X, em inglês e mediante inscrição.
Com informações de InfoMoney.

Os 10 parlamentares mais influentes do Congresso

Deputados e senadores da base do governo federal são os mais citadosO Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), divulgou sua apuração sobre os Dez parlamentares mas influentes do Congresso Nacional.
A enquete é realizada por meio de consulta aos próprios deputados e senadores. Entre os indicados a maioria é da base de sustentação do Governo Dilma.
Todos ocupam cargos de liderança. Votaram 65 congressistas, sendo 37 deputados e 28 senadores.
Os dez mais, na verdade, são 11. É que houve empate na décima posição entre o mineiro e tucano Aécio Neves e o baiano petista Walter Pinheiro. Ambos são senadores.
Foi a primeira vez em dezoito anos de realização da pesquisa que ocorreu empate de votos entre os parlamentares.
No recorte por partidos, quatro parlamentares são do PMDB, três do PT, três do PSDB e um do DEM.
No total, 150 congressistas foram lembrados e receberam pelo menos um voto dos eleitores.
Acesse o relatório completo da pesquisa  Dez parlamentares mas influentes do Congresso Nacional.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Violência no Brasil vai atingindo níveis epidêmicos

Pouco preparada, polícia brasileira é uma das mais letais do mundo
Em meio aos pedidos de medidas mais enérgicas de enfrentamento ao Black Bloc, e ao aumento da sensação de insegurança devido ao destaque dado pela mídia aos confrontos, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou a sétima edição de seu Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Os números, especialmente os relativos ao estupro de mulheres e os que retratam a intensidade da violência policial ganharam destaque nos noticiários.
O relatório mostra que a polícia brasileira é uma das mais violentas do mundo. Pelo menos cinco pessoas são vítimas da intervenção policial no Brasil todos os dias. Em 2012, 1.890 pessoas foram mortas em confronto com policiais em serviço. Por outro lado, o risco de um agente policial morrer assassinado no Brasil é três vezes maior que em países como os EUA.
No caso dos estupros, o número deles no Brasil subiu 18,17% em 2012 na comparação com 2011.
Em todo o país, foram registrados 50,6 mil casos. Esse número supera o total de homicídios homicídios dolosos (com intenção de matar) ocorridos em 2012 quando foram registradas 47,1 mil ocorrências.
A presidenta Dilma classificou esses números como alarmantes. São mesmo.
Por trás dessa realidade assustadora, os dados revelam um sistema de segurança ineficiente, com policiais mal pagos, baixas taxas de esclarecimento de delitos, precárias condições de encarceramento e altos níveis de letalidade das operações.
O relatório mostra diversas inciativas que vem sendo tomadas para a melhoria do sistema, tais como a informatização, modernização tecnológica, mudanças no currículo de ensino policial, entre outras. Todavia, são mudanças ainda incompletas e que, além disso, não são suficientes para mudar a cultura organização anacrônica e ainda baseada na ostensividade.
Há que se notar que os gastos com segurança pública no Brasil registraram, em 2012, um crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior. Foram destinados para o setor, no ano passado, R$ 61,1 bilhões.
Além disso, os próprios organizadores reconhecem que os dados do Anuário no recorte por estados não são confiáveis, especialmente no caso da região Norte. Acontece que eles são fornecidos pelas secretarias estaduais de segurança que não possuem uma metodologia unificada e costumam ser de baixa qualidade. Ou seja, a realidade pode ser ainda pior.
Sem dúvida, esses números ajudam a explicar a insatisfação da população com a polícia – insatisfação que cresceu nos últimos doze meses. O Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que integra a sétima edição do Anuário, mostra que 70,1% da população não confia no trabalho das diversas polícias no País, 8,6 pontos porcentuais acima do registrado no primeiro semestre de 2012.
 Moral da história: outra política de segurança é necessária.
Acesse a integra da 7ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Acesse o site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Uma geração chamada “nem-nem”

Jovens que nem estudam e nem trabalham. O número deles está crescendo.
Cuidar dos filhos: uma das razões
para que mulheres jovens nem estudem,
nem trabalhem fora

Foto: Agência Brasil
Um dado preocupante do relatório Education at a Glance 2013 da Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que divulguei em post anterior, se refere à continuidade do crescimento da assim chamada geração “nem-nem”. O crescimento das taxas de emprego em alguns países da América Latina, entre eles o Brasil, além da ampliação do acesso à escola, tem colocado em evidência esse grupo de pessoas que não faz nem uma coisa e nem outra. Por isso são chamados geração “nem-nem”.
Eles já são um problema global e um fenômeno identificado há algumas décadas. São jovens que, por diversas razões, não podem ou não querem estudar ou trabalhar, apesar de estarem na idade mais adequada para ambas as coisas. Os “nem-nem” abandonaram o sistema escolar; em geral não terminaram o ensino médio e não conseguem se inserir no mercado de trabalho. Na América Latina existem cerca de 21,7 milhões deles. Apenas no México são oito milhões. Esse número representa a quarta parte da população em idade de finalizar o ensino médio, ir à universidade ou buscar seu primeiro emprego. As médias latino-americanas são semelhantes às dos países de renda elevada.
As razões deste fenômeno são múltiplas. Entre elas estão o uso de drogas; qualificação insuficiente para conseguir emprego; obrigações famílias que restringem o tempo para a vida pública (como no caso das “donas de casa”) e outras. Situações desse tipo fazem com que algumas pessoas simplesmente desistam seja porque não se encaixam nos perfis de profissionais requisitados pelo mercado, seja porque não se sentem atraídas pela escola. Sem perspectivas, o mais comum é que muitas caiam na criminalidade.
No caso do Brasil, um em cada cinco brasileiros entre 18 e 25 anos não trabalha nem estuda. São cerca de 5,3 milhões de jovens, conforme dados do Censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse total, as mulheres, principalmente em razão da maternidade, são a maioria. Elas somam 3,5 milhões contra 1,8 milhão de “nem-nem” do sexo masculino.
No recorte por renda, e na parcela da população com rendimento per capita de até R$ 77,75, a geração "nem-nem" chega a 46,2%. Os dados do IBGE mostram ainda que no Norte e no Nordeste, os “nem-nem” chegam a 25% dos residentes nessa faixa etária, contra 13% no Sul e 16,8% no Sudeste.
O problema é agravado pelas crescentes exigências de formação escolar para se obter um emprego. Em países como como o Brasil, Argentina ou México, por exemplo, é solicitado o ensino médio completo, além de experiência anterior, para um posto de vendedor de telefones celulares.
Os pesquisadores da OCDE acreditam que esse problema pode ser enfrentado e solucionado corrigindo as debilidades com as quais esta geração chega ao mercado de trabalho. Trata-se de oferecer capacitação profissional específica, com o olho nas demandas do mercado. Num outro nível, assegurar a intermediação da para que empregadores e candidatos às vagas se encontrem.
tem que encontrar empregadores e potenciais trabalhadores. O Estado também pode, conforme o parecer da organização, impedir legalmente exigências despropositadas – ainda que compreensíveis – como a exigência do ensino médio completo para certas funções ou a tal da “boa aparência”, coisas que nem para o trabalho, nem para o empregador significam muito, mas servem como filtro para selecionar o universo de possíveis candidatos.
Com informações da Agência Brasil.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Brasil vai devagar em ranking mundial da desigualdade de gênero

Fórum Econômico Mundial divulga oitava edição do The Global Gender Gap Report
A desigualdade de gênero na América Latina e no Caribe diminuiu 70% desde que o Fórum Econômico Mundial calculou o índice pela primeira vez, em 2006. É a melhor taxa de redução em todas as religiões do planeta. Nesse período o Brasil, entretanto, praticamente não saiu do lugar. Subiu apenas cinco posições e ocupada a 62ª posição mundial.
Esses números no Relatório Global sobre Desigualdade de Gênero 2013. Esta é a oitava edição do relatório. O estudo contempla 136 países e são considerados fatores como a capacidade de reduzir a desigualdade de sexo nas áreas consideradas vitais para a saúde e a sobrevivência (salários, participação e empregos de alta qualificação), acesso à educação (acesso ao ensino de base e superior), participação política (representação em estruturas de tomada de decisões) e igualdade econômica (expectativa de vida e proporção entre sexos).
Na América Latina, a Nicarágua foi considerado o país que mais avançou no período, ocupando a 10ª posição. Cuba fico com o 15º lugar. O México melhorou 16 posições e alcançou 68º lugar
Islândia, Finlândia, Noruega, Suécia e Filipinas lideram o ranking mundial.
O Brasil, parece, vai estabelecendo muito vagarosamente uma política clara nesse terreno. Em 2006 estávamos no 67º lugar da lista. Em 2010 fomos para a 85ª posição. Em 2011, passamos para 82ª. E agora chegamos à 62ª posição mundial.
Acesse o relatório completo (em inglês) The Global Gender Gap Report 2 013.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dilma de volta às redes

Hiperatividade de Dilma nas redes chama a atenção
"A Presidente do Brasil Dilma Rousseff é o perfeito exemplo de líderes mundiais que descobriram o Twitter durante a campanha eleitoral e, uma vez eleitos, abandonaram seus seguidores. Sua 'aventura no Twitter', como ela disse em seu primeiro tweet, em abril de 2010, durou até 13 de dezembro do mesmo ano. Quando foi eleita, em novembro de 2010, ela tinha 200.000 seguidores. Hoje, conta com mais de 1,8 milhões de seguidores, apesar de nunca mais ter enviado um único tweet desde dezembro de 2010. Sua última postagem, retuitada mais de 6.000 vezes diz: 'Estou Feliz por ter sido a sensação do Twitter em 2010. Com a esperança de ter mais tempo para estar aqui com você. Vamos conversar mais em 2011.” Seus seguidores ainda estão à espera para o resto da discussão ...
Dilma Rousseff marcou "retomada"
no Twitter com encontro com autor
da sátira Dilma Bolada
 O parágrafo acima, em tradução livre, foi retirado do estudo Twiplomacy 2013, realizado pela empresa de consultoria Burson-Marsteller, e divulgado em junho deste ano. O trabalho analisa o uso do Twitter pelos líderes globais e seus respectivos governos.
Parece que a presidenta resolveu fazer as pazes com os tuiteiros. Ela voltou a postar em 27 de setembro último, depois de mais de 32 meses sem usar o microblog.
De acordo com os jornais, desde a mudança de postura, a presidenta ganhou mais de 40 mil “amigos” no Facebook, e ampliou em mais de 90 mil o número de seguidores no Twitter, que já alcança os 2 milhões.
Alguns analistas parecem céticos com a iniciativa. Consideram que a cláusula pétrea das redes é a interação. Dai que não bastaria à presidenta postar. Ela também precisaria retuitar, responder e que tais.
Pode ser. Certamente os cérebros pensantes que assessoram a presidência vão levar esse problema em consideração.
Todavia, antes de tudo, Dilma é fonte de informação. Outros estudos mostram que as grandes fontes não necessariamente interagem. Apenas fixam a informação que desejam ver repercutida e contam com sua rede de adeptos para isso.
De toda forma, é uma boa notícia. O que se viu durante os protestos de junho é que o Governo Federal estava completamente off.
A volta de Dilma ao Twitter foi acompanhada por  várias outras iniciativas de reforço da presença do governo na Internet. Entre elas, a a reformulação do Portal Brasil (www.brasil.gov.br), o lançamento do Participatório (uma rede social para a discussão de temas políticos), a abertura de uma conta no Instagram e o aumento da frequência de atualizações da página da presidenta no Facebook.
A conta oficial de Dilma no Twitter é @dilmabr
Com informações da BBC Brasil.
Acesse a pesquisa Twiplomacy 2013.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

“Las protestas en Brasil son sanas”

Entrevista de Lula ao jornal El Pais
A entrevista que Lula concedeu ao jornal El Pais no último dia 20 causou sensação. Por aqui foi divulgada com manchetes como “Lula cobra desapego de petistas por cargos públicos” (Valor) ou “Em entrevista a jornal espanhol, Lula critica o PT” (Globo). Os jornalões não perdem mesmo a chance de promover uma intriga. Confira a entrevista na integra, com tradução do PT Senado.
El País - Vou dizer que eu não preparei perguntas… Li páginas e páginas de sua vida e seus milagres e, salvo algo que queria dizer para iniciar a conversa, não trago nada a priori.
Lula - Nem eu preparei as respostas…
Começamos bem, então. Só uma coisa dá voltas em minha cabeça. Tanta universidade de prestígio para preparar líderes mundiais, tanto cérebro, muito estudo, para que venha alguém como você, sem qualquer título, formado na dureza das ruas e se convertendo num ícone mundial que quebra recordes.
Políticos devem entender um problema. Nas últimas três décadas, mas principalmente mais tarde, depois de um consenso entre Thatcher e Reagan, o mundo tornou-se governado por uma lógica muito burocrática, técnica, menos política. A economia começou a determinar a direção do governo, e não o inverso. Isso, na minha opinião, é um grande erro. Um grande político será capaz de montar uma boa equipe técnica. Mas se você é um bom técnico, talvez você não seja capaz de tomar boas decisões políticas. Por quê? As universidades não formam prefeitos, governadores ou presidentes de países. Essa experiência se adquire na relação que você tem com as pessoas, com os grupos políticos com os quais você está comprometido, com sua capacidade de viver democraticamente na diversidade. Um técnico pode se sentar em uma mesa e elaborar um documento extraordinário, mas para um político, se ele não sabe comunicar esta proposta no momento certo para as pessoas certas, e se não conversa com as pessoas envolvidas na sua decisão, as coisas não se concretizam.
Em outras palavras, a política é uma boa combinação de…
Bons políticos precisam de bons técnicos. Tomemos o exemplo de Sebastián Piñera no Chile, um grande empresário que está descobrindo que o exercício do governo, lidar com opositores interesses diversos, é mais difícil tomar uma decisão para sua empresa. Quando você é apresentado a uma crise interna, você tende a buscar técnicos que a resolvam no lugar de políticos. Por exemplo, na Europa, na minha opinião, enfrenta uma situação que afeta o mundo inteiro por falta de decisão política, não econômica. Antes, quando as crises afetavam a Bolívia, o Brasil, o FMI sabia tudo. Por que agora não tem ideia de como resolver a situação?
Isso. Por quê?
Porque é um problema político. As decisões não foram tomadas na hora certa. No fundo se permitiu os mesmos ajustes que são feitos em países pobres. Espanha e Grécia, com suas rendas per capita, poderiam fazer ajustes de mais longo prazo, e não em tão curto, asfixiando a economia, com base em enormes sacrifícios e sem ter em conta o que vai custar às pessoas para se recuperarem.
Técnicos, com a sua lógica de negócios.
Os técnicos especialistas em salvar bancos!
Então, aqui estamos, olhando para a cena política. Porque essa arte deve unir sentido comum e paixão. É o que está faltando a vários técnicos?
Até o momento já foram usados quase 10 bilhões de dólares para resolver o problema da crise. Não conseguiram. Tampouco existem sinais claros no curto prazo. Com esse dinheiro, quanto não se poderia fazer para elevar o padrão de vida dos mais desfavorecidos. Na América Latina, na Europa, na África. Creio que se a política tivesse prevalecido sobre os aspectos técnicos e da burocracia, as pessoas sofreriam menos. No momento em que o mundo precisava de mais comércio, diminui; quando precisávamos de mais empregos, também caíram. E os banqueiros, até agora, ainda não pagaram a conta.
Mas com líderes que temos na Europa…
Devo ser justo, eu sou um grande defensor do que foi alcançado com a construção da Europa. Foi um esforço coletivo histórico. Mas a verdade é que as organizações que a dirigem são frágeis. Eu poderia citar uns quantos líderes capazes de estar no comando da comissão.
Vamos falar sobre isso.
Não posso.
Para quem não preparou respostas, alguém poderia pensar o contrário.
Não digo nomes porque é uma falta de respeito por parte um ex-presidente de um país; poderia ser considerado uma ingerência.
Um pouco de luz, de experiência, nada de ingerência.
Quando o Barcelona quer ganhar do Real Madrid quer, sabe que tem que usar sua força total, e vice-versa. Na política, em tempos difíceis, você deve reunir todas as pessoas relevantes para tomar decisões em comum: é preciso ouvir os sindicatos, empresários, especialistas, acadêmicos, sociedade civil e construir uma proposta que contemple a maioria dos representantes do país. Mas se está pensando do ponto de vista estritamente técnico. A impressão que tenho é que a chanceler Merkel assumiu um superpapel na União Europeia e todos dependem dela, vão atrás, quando são 28 países e Alemanha é quem determina seu comportamento, seus ajustes. E agora que ela foi reeleita, qual discurso faz?
Que tudo continue igual.
Trabalhar, controlar os gastos, ao invés de buscar soluções comuns, no âmbito político. Quem sofre na Espanha? Os banqueiros? Os grandes empresários? Não. Os jovens com expectativas de encontrar emprego, estes sim. Com isso, não quero dizer que eu tenho a solução para tudo, mas simplesmente que, sem discutir politicamente o problema, é mais complicado encontrar a saída. Muito mais difícil. Mais ainda num mundo que em que a economia está globalizada e as decisões políticas são tomadas em nível nacional. Precisamos de instituições multilaterais fortes para ajudar a cumprir as medidas. Não como o FMI, que vinha aqui todos os meses e nos dizia o que fazer. Até que a Europa não lhes prestasse atenção, não nos demos conta que não tinham importavam.
Eu o vejo em forma… Mas para quê? Aonde você quer chegar?
Quando uma pessoa completa 60 anos, e eu estou com 68, nossas expectativas futuras são menores. Quando eu tinha 18 anos, o mundo e a vida eram infinitos. Hoje, não. O tempo que me resta é muito mais curto do que aquele deixado para trás, mas não penso nisso o dia todo. Eu me cuido mais do que eu me cuidava.
Talvez a quantidade de tempo seja menor, mas você não desejaria que a qualidade fosse maior? Depois de derrotar a doença, o câncer, eu o vejo querendo voltar para a linha de frente.
Não, não, não. Só tenho vontade de sobreviver. Há algum tempo me operaram de um câncer e graças a Deus me recuperei e tenho trabalhado muito, eu diria que mais do que quando era presidente. (…) O que eu quero fazer realmente é tentar, através do meu instituto, é contribuir para o desenvolvimento na América Latina, na África, com experiências de sucesso que temos alcançado no Brasil, porque sim, é possível cuidar dos pobres, e eles não custam muito dinheiro. Se você lhes dá acesso a recursos, eles se tornam consumidores e aí a indústria produz, o comércio vende, se cria emprego, mais salários, e assim se forma um círculo virtuoso em que se produz, se consome, se estuda, existe acesso à cultura …
Um círculo virtuoso com o qual os jovens no Brasil não parecem satisfeitos. Daí os protestos?
Isso é importante. E damos muito valor. Estes protestos são saudáveis. Um povo com fome não tem vontade de lutar. Quando 40 milhões de pessoas passaram para a classe média, quando em 2007 havia 48 milhões de pessoas que podiam viajar de avião e em 2013 esse número subiu para 103 milhões, um país que produziu 1,5 milhões de carros e agora chega a 3,8 milhões…
Muitos, se olharmos para os engarrafamentos de trânsito aqui em São Paulo. Mais Metrô e menos carros não seria mal.
Um país que era a décima maior economia do mundo.
Vê como tem preparadas as respostas…?
Deixe-me concluir o raciocínio… E que em 2016 será a quinta maior economia do mundo, produziu uma sociedade que quer mais, é normal. A sociedade descobriu que é possível querer mais. Conseguimos em 10 anos passar de 3 milhões de graduados universitários para 7 milhões. Em 10 anos, conseguimos mais do que havíamos conseguidos em todo século 20, e isso desperta na sociedade o fato de querer mais. Temos que louvar a participação democrática e não permitir que os jovens reneguem a política, porque quando isso acontece, o que vem é o fascismo. Queremos que os jovens discutam abertamente para que sintam que fora dela não há outro caminho.
Tenha cuidado com tanto universitário, vão aparecer técnicos demais.
Precisamos de bons profissionais…
Isso sim. O que está claro é que Dilma Rousseff entendeu bem o grito das ruas, tem se mostrado sensível, mas você também tem sido crítico de certas atitudes de seu próprio partido. Não estão sabendo digerir a situação?
O Partido dos Trabalhadores completou 33 anos de vida. Quando se chega a isso, quem começou aos 35 anos deve dar vez a uma nova geração. Este é um partido que foi criado pelos trabalhadores e dirigido por eles, e se tornou o mais importante na esquerda da América Latina.
Você disse hoje “esquerda”, mas em alguns momentos deu a entender que não é.
Você me faz outra pergunta quando não terminei a resposta anterior… Eu digo que o PT é o mais importante da esquerda latino-americana.
Mas não uma esquerda clássica?
Nós o estamos construindo com a nossa própria experiência. O que eu digo é que era um pequeno partido que mais tarde se tornou grande, e como tal, foram aparecendo defeitos. Gente que valoriza muito Parlamento; outros, os cargos públicos…
Com um grande processo de corrupção no meio.
Também, mas quando esse acabar entramos em outro. Queria dizer que as pessoas tendem a esquecer os tempos difíceis em que achávamos bonito carregar pedras. Acreditávamos, era maravilhoso. Um grupo mais ideológico, a gente trabalhava de graça, de manhã, de tarde, de noite. Agora você faz uma campanha e todo mundo quer cobrar. Não quero voltar às origens, mas gostaria que não nos esquecêssemos de para quê fomos criados. Por que queríamos chegar ao governo? Não para fazer igual aos outros, mas para agir de forma diferente.
E para que valha a frase que você repete insistentemente e pela qual o criticam tanto: “Nunca antes na história do Brasil…”. Mas você dizia que, no processo de crescimento…
A corrupção aparece.
Os partidos são como os seres vivos? Vão se deteriorando?
O que eu digo aos companheiros é que só há uma maneira de não ser investigado neste país: não cometer erros. Duvido que exista no mundo um país com o número de auditorias que o Brasil tem. Noventa por cento das denúncias que aparecem são feitas pelo próprio governo. Nós contratamos policiais, reforçamos os serviços secretos, fortalecemos o controle das contas públicas… Quanto mais transparência, melhor. O que não se pode admitir é que, depois que uma pessoa passa por um processo e não se descobre nada, não se peça desculpas. Por isso que eu me preocupo com essas condenações a priori. No caso dos companheiros do PT, já foram previamente condenados. Alguns meios de comunicação fizeram isso, independentemente do julgamento, incluindo prisão perpétua. Alguns nem podem sair na rua. Eu insisto: temos de ser 150% corretos, porque se estamos errados em 1%, aos olhos dos nossos adversários e alguns meios de comunicação, elevarão a uns 1,000%. Às vezes me queixo, mas acho bom que nos controlem. Muitas vezes nos criticam pelo que temos de bom. Como uma árvore, se separa a que não dá bons frutos.
Esta sua tolerância com os meios de comunicação que o atacam não poderia ser transferida a colegas seus da esquerda latino-americana que preferem fechá-los? Correa no Equador, Maduro na Venezuela, Cristina Fernández na Argentina…
Eu sou um democrata. Defendo a liberdade de imprensa. Sou o resultado disso. Nunca a imprensa brasileira falou bem de mim, mas nunca me importei. Nunca pedi favores, nem peço. Quem julga a imprensa são os leitores, o público. Mas em alguns países latino-americanos devemos adaptar as leis aos tempos que vivemos. No Brasil, existem nove famílias que controlam os meios de comunicação, o que mudou um pouco esse panorama foi a Internet. Não se trata de entrar em conteúdos, obviamente, mas sim democratizar, ampliar o acesso.
Você vai se candidatar em 2014?
Não. Eu tenho minha candidata, que é Dilma, e eu vou trabalhar para ela.
Imagine-se voltando e o panorama que se encontra agora. O que mudou na América Latina nas últimas décadas! Até que a Teologia da Libertação entrou no Vaticano de mãos com o papa Francisco. Que coisa!
Ninguém imaginava que na América Latina se produziriam tantas mudanças em tão pouco tempo. Mas isso aumenta a nossa responsabilidade. Quanto mais importante você é, mais obrigações deve assumir.
Verdade.
Voltando à Europa. Qualquer líder que está na oposição sabe as mudanças que devem ser aplicadas ao chegar ao cargo. Hollande, por exemplo, sabia durante a campanha.
Mas parece ter esquecido em alguns aspectos.
Tive uma conversa extraordinária com ele. Eu sou um amigo dele de antes. E lhe disse: você não pode esquecer o seu discurso ao se tornar presidente. Pegue suas propostas, marque-as, coloque-as na cabeceira da cama e não se esqueça nunca de por que te elegeram. A Obama comentei: você tem que limitar-se a mostrar a mesma coragem que mostrou o povo americano ao te eleger presidente.
Alguns podem pensar que tal conselho seriam bem vindos a você quando se tornou presidente e teve uma crise de pragmatismo.
Não, não, não. Tenho sido um político humilde. No meu discurso de posse eu formulei três coisas que mantive em todo meu mandato: primeira, fazer o necessário; depois, o possível; e, por último, quando menos esperamos, estaremos fazendo o impossível. Se ao final consegui que os brasileiros se levantassem e tomassem café, almoçassem e jantassem, cumpri a missão da minha vida.
A utopia possível? Sem nenhum problema?
Fizemos mais do que isso, ao definir o que queríamos.
Vejo o sonho de uma criança comendo pão pela primeira vez quando tinha sete anos. Isso me contaram.
Foi sim.
Como era essa criança?
Uma criança que foi criada por uma mãe que nasceu e morreu sem saber escrever a letra O.
Mas que suponho saber muitas outras coisas.
Como criar oito filhos ensinando-nos a ser perseverantes e a não se queixarem muito, mas sim que poderíamos conseguir cada vez mais. Quando as pessoas estão determinadas a fazer algo, elas fazem. O problema é que é mais fácil se acomodar. Na liturgia de um cargo, por exemplo, você se acomoda. Você se mata para ganhar uma eleição e entra em cerimonial que nem te ouve, cercado por uma equipe de segurança que informa quando, onde e que horas deve ir aos lugares. Pessoas nem sequer votaram em você… Cada gesto é determinado pela lógica da liturgia. Se você entrar nessa, não fará prometeu em campanha.
Como, por exemplo, colocar smoking no Palácio Real de Madrid?
Estava indo para uma recepção diante do Rei e me disseram que tinha de ir vestido assim, mas eu disse que me apresentaria com minha roupa normal porque eu não usava isso. Da mesma maneira, não se pode pedir a um líder africano que vista gravata ou ao rei Juan Carlos que colocou um turbante. Ele gostou, sempre me tratou muito bem. (…) Parece que tudo está escrito. Sei que às vezes essas regras são necessárias, mas não tanto. Marca uma estrutura de poder que sobrevive graças a isso.
Jamais se acostumou?
Não, e havia muitas pessoas que se aborrecia comigo porque eu não cumpria muitas coisas, mas eu me portava bem. Não saía para jantar, não passeava em museus para que a imprensa não dissesse que eu estava fazendo turismo… Valeu a pena.
O homem, um museu nunca é demais.
Sim, mas a imprensa diria de tudo.
Salvo o protocolo, existe algo do cargo que sinta falta?
Sou um homem de muitos relacionamentos. Gosto de política e eu gosto de pessoas. Manter boas relações com os governantes, tento estabelecer intimidade para quebrar essa distância, sempre fui de dar abraços, tenho saudades das amizades que fiz naqueles dias. Eu continuo viajando muito, falando mais… Mas pouco mais.
O que acontece? Há presidentes que não param de interferir em tudo.
Teria de perguntar a Dilma. Eu tomei a decisão de me afastar, viajei muito, depois veio a doença. Agora estou de volta, evito dar entrevistas, mas me sinto bem. Me orgulho de tudo que fiz na vida. Cumpri algo sonhava fazer. Muitas pessoas duvidaram que eu seria capaz de governar sem um diploma universitário, mas respondia que eu queria fazer para provar que ele era capaz de realizar muito mais do que eles.
Para a vida, estava preparado, e, portanto, para a política real, muito mais.
Sim, mas havia muitos preconceitos porque eu não falava Inglês ou Espanhol e, no entanto, o Brasil nunca teve uma política externa como na nossa época.
E sem bomba atômica. Embora você quisesse fortalecer seu país militarmente. Por quê?
Não, nem tanto, o que acontece é que o Brasil deve ter forças armadas dignas de sua grandeza. Devemos proteger nossos campos de petróleo, nossa floresta, nosso fronteira oceânica e terrestre. Se formou um conselho de defesa para promover uma unidade militar como existe na política. Mas sem armas nucleares. A nossa Constituição proíbe a proliferação de armas nucleares. Não foi o Lula, é a Constituição. Somos pacifistas. Nós gostamos de política, samba, carnaval, mas não de bomba atômica.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Eco das ruas?

Juventude ganha novo canal de participação junto ao Governo Federal
O Governo Federal lançou ontem, quarta-feira (17), uma plataforma virtual para ampliar os canais de diálogo com a juventude. De acordo com o governo, a plataforma busca a participação dos jovens que não fazem parte de conselhos e organizações sociais e não têm oportunidade de chegar até as conferências regionais e nacionais de juventude.
A plataforma foi chamada de Participatório ou  Observatório Participativo da Juventude.
O anúncio de lançamento do  Participatório havia sido feito logo após a reunião que a presidenta Dilma Rousseff manteve com representantes de movimentos de juventude após as manifestações que tomaram as ruas do país.
Para fazer parte basta se cadastrar entrar no site do programa. A ideia é que todos os assuntos que interessem a juventude possam ser discutidos e que o debate para a criação ou aperfeiçoamento de política pública ou leis.

Acesse o  Participatório.

Parlamentar brasileiro tem um dos melhores salários do mundo

Essa turma tem um dos
melhores salários do mundo
Foto: Ailton de Freitas/O Globo
Apuração foi feita pelo parlamento britânico
Os deputados parlamentares britânicos estão brigando por um reajuste salarial de 11,5%. O órgão interno, que controla os gastos do parlamento, pesquisou a quantas anda os salários de parlamentares no mundo e concluiu que se a proposta for aprovada, o congressista britânico passará a ganhar US$ 117 mil. E vai continuar com uma das menores remunerações entre 29 países pesquisados. Os números foram divulgados pela revista The Economist.
No ranking, os britânicos recebem apenas o 15º maior salário. Na relação entre os salários dos parlamentares e a renda per capita de seu país, ficam com a 21º posição. Entre os chamados países do primeiro mundo, ganham apenas da França e da Espanha, que ficam mais ao final da fila.
Não é o que acontece com os parlamentares brasileiros.
Pelos números apurados,os brasileiros ocupam a quinta colocação, agraciados com US$ 157,6 mil por ano, mais do que em países como Canadá (US$ 154 mil), Japão (US$ 149,7 mil), Noruega (U$S 138 mil), Alemanha (U$ 119,5 mil), Israel (US$ 114,8 mil), Reino Unido (US$ 105,4 mil), Suécia (US$ 99,3 mil), França (US$ 85,9 mil) e Espanha (US$ 43,9 mil).
Na comparação salários sobre renda per capta, a remuneração anual dos parlamentares brasileiros é 13 vezes o Produto Interno Bruto per capita, ficando em sexta posição na lista.
Os únicos países onde um parlamentar recebe mais do no Brasil são Austrália (US$ 201,2 mil), Nigéria (US$ 189,5 mil), Itália (US$ 182,0 mil) e Estados Unidos (US$ 174 mil).
A listagem, entretanto, leva em conta apenas o salário do parlamentar. No Brasil, porém, um deputado federal, além do salário de R$ 26.723,13 por mês, tem direito a plano de saúde, auxílio-moradia, cota parlamentar, passagens aéreas e carro oficial.
Abaixo, vídeo explica a remuneração de deputados no Brasil.

Fontes: The Economist, O Globo e Congresso em Foco.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Programas religiosos dominam TV aberta no Brasil

Programas voltados para educação correspondem a apenas 3,5% da grade
Os programas religiosos ocupam, em média, 13,55% da programação das emissoras de TV aberta no Brasil. Entre eles, a maioria é vinculada às igrejas evangélicas neopentecostais, tais como a Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Internacional da Graça e Igreja Universal do Reino de Deus, entre outras.
Essa informação consta do Informe de Acompanhamento de Mercado de TV Aberta - 2012, divulgados pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual – OCA, órgão ligado à Agência Nacional do Cinema –  ANCINE.
Para a produção do Informe, foi monitorada a grade de programação de 10 emissoras (Bandeirantes, CNT, Globo, MTV Brasil, Record, RedeTV!, SBT, TV Brasil, TV Cultura e TV Gazeta), todas cabeças de rede cuja programação chega a vários estados do país. O resultado é um estudo detalhado que apura, inclusive, a origem da programação (se nacional ou estrangeira). Do total de  longas-metragens exibidos em 2012, por exemplo, 291 foram de programação brasileira (13,8%). As redes que dedicaram mais espaço aos filmes nacionais foram TV Cultura, a TV Brasil e Rede Globo.
Para mapear os tipos de programas e a participação de cada um na grade, o Observatório definiu cinco grandes categorias (Entretenimento, Informação, Educação, Publicidade e Outros), cada uma delas desmembrada em diversos gêneros. Os programas religiosos formam um gênero da categoria Outros. É o gênero que mais ocupa espaço na programação de todos os canais. As três emissoras com maior tempo dedicado a programas religiosos são a Rede TV!, com 38,08%; CNT, 36,67%; e Record, com 23,33%.
Na apuração por categorias,59% do tempo de programação total da TV Aberta é ocupado programas de Entretenimento. Em seguida, e bem distante, estão os programas de Informação (15,06%).  A categoria Publicidade aparece em terceiro lugar, com 8,6%, mais que o dobro  do espaço destinado à Educação, com apenas 3,5% do tempo total da programação anunciada.
Acesse o Informe de Acompanhamento de Mercado de TV Aberta – 2012.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Para quem gosta de ler

Atílio Boron, Boaventura dos Santos, Francis Fukuyama, Manuel Castells, Marilena Chaui e Muniz Sodré
Da profusão de artigos e entrevistas sobre os recentes protestos, selecionei seis, com diferentes pontos de vista – do esquerdismo de Boron ao neo-conservadorismo de Fukuyama. Divirtam-se.
Atilio Boron
Este artigo ilustra o pensamento mais à esquerda do espectro político. Atilio A. Boron faz a crítica aos governos do PT, defende a radicalização do protagonismo popular um um novo sistema de alianças mais coerente com a luta anticapitalista, segundo ele. Boron, um dos mais respeitados intelectuais latino-americanos da atualidade, foi agraciado em 2009 pela Unesco com o Premio Internacional José Martí por sua contribuição para a unidade e integração dos países da América Latina e Caribe. O artigo foi publicado no síte do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a tradução é do próprio PCB. 
O preço do progresso e os dois Brasis
Boaventura dos Santos
O governo Dilma permitiu a desaceleração e mesmo estancamento de processos profundos de transformação da realidade brasileira iniciados com Lula. Com isso, voltaram a ganhar força, sob as novas roupagens, novas e velhas formas de corrupção, bem como a agenda conservadora.
Para entender os protestos – que foram enorme surpresa internacional – deve-se examinar as agendas interrompidas no governo Dilma – e a que se impôs. Boaventura de Sousa Santos é Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, um dos maiores nomes da sociologia mundial, com uma trajetória marcada pela pesquisa de novas formas de participação e emancipação política e social. 
Do Brasil àTurquia, uma revolução da classe média 
Francis Fukuyama
O recente crescimento econômico do Brasil produziu uma classe média empreendedora, emanada do setor privado e que tanto pode servir de base para uma nova coalizão por reformas quando pode dissipar suas energias. Nada garante que o Brasil vai seguir um caminho reformista na esteira dos protestos. Vai depender muito da liderança. Francis Fukuyama é um cientista político norte-americano e membro sênior do Center on Democracy, Development and the Rule of Law at Stanford University. Conhecido pelos livros O Fim da História e o Último Homem, é um dos expoentes do pensamento neo-conservador atual.  
O povo não vai se cansar de protestar
Manuel Castells
Em entrevista só jornal O Globo, o sociólogo catalão Manuel Castells afirma que ausência de líderes é uma das qualidades dos protestos e que movimento no Brasil vai influenciar países vizinhos. Castells é um dos maiores nomes da sociologia mundial, especialmente conhecido por suas pesquisas sobre as novas tecnologias de informação e seus impactos sobre a economia, a cultura e a organização social. 
As manifestações de junho de 2013 na cidade de São Paulo 
Marilena Chaui
A maioria dos manifestantes aderiu à mensagem ideológica difundida anos a fio pelos meios de comunicação de que os partidos são corruptos por essência. Neste sentido, aderem à perspectiva da classe média conservadora. As saídas passam por promover uma prática inovadora capaz de criar instituições públicas que impeçam a corrupção, garantam a participação, a representação e o controle dos interesses públicos e dos direitos pelos cidadãos. Marilena Chaui é professora de filosofia e historiadora de filosofia brasileira. Além de extensa produção acadêmica, foi Secretária Municipal de Cultura de São Paulo, de 1989 a 1992, durante a administração de Luiza Erundina. (1988-1992), e filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Muniz Sodré
Ainda não temos um guia para a perplexidade sobre políticos, jornalistas e alguns acadêmicos a propósito das manifestações de rua. As análises oscilam entre uma difusa indignação com o estado de coisas e a atração pela pura e simples ausência de finalidade. Muniz Sodré é jornalista, sociólogo, e um dos mais prestigiados pesquisadores do Brasil e da América Latina na área de comunicação.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Foi dada a largada para a reforma política

Renan Calheiros e Henrique Alves recebem proposta de plebiscito
Prazo é curto e é preciso derrotar a oposição
A presidenta Dilma encaminhou hoje, terça-feira (2), mensagem aos presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, e do Senado Federal, Renan Calheiros, efetivando a sugestão de um plebiscito para a reforma política.
Entre os pontos sugeridos estão a forma de financiamento das campanhas eleitorais; a definição do sistema eleitoral; a continuidade da existência de suplência nas eleições para o Senado Federal; a manutenção da existência de coligações partidárias; e o fim ou não do voto secreto no Parlamento.
A mensagem é, claramente, uma cobrança e vai ao encontro de desejos manifestos na onda de protestos registrada desde o último dia 10 de junho.
Essas manifestações, diz o documento, “demonstram, de forma inequívoca, a força e o caráter irreversível do processo de consolidação de uma democracia participativa em nosso país. Exigem novas formas de atuação dos Poderes do Estado, em todos os níveis federativos, seja para satisfação e ampliação de direitos individuais e coletivos, seja para garantia da cidadania a todos”.
No texto, Dilma descarta a ideia de um referendo. Segundo ela, o povo tem de se pronunciar sobre “as linhas mestras que devem balizar a reforma política”, e não apenas manifestar a concordância com um modelo predefinido.
Caso a proposta seja aceita, caberá às duas casas se entenderem com o Tribunal Superior Eleitoral – TSE quanto à convocação do plebiscito e formulação das perguntas a serem submetidas à apreciação da população.
O TSE já determinou, atendendo a pedido de Dilma, que o prazo mínimo necessário para realizar o plebiscito, garantindo a boa informação da população sobre os pontos que estarão em questão, é de 70 dias.
Já o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), promete entregar um anteprojeto de reforma política, para ser apreciado pela Casa, em 90 dias. Uma vez aprovado, o texto deve ser submetido ao Senado, conforme as regras legislativas. Henrique Alves prometeu também que vai criar um grupo de trabalho para elaborar o anteprojeto ouvindo toda a sociedade, todos os movimentos que queiram participar.
A oposição persiste e é contra.
O tempo é escasso. Para valerem para as eleições do ano que vem, a reforma precisa ser aprovada ainda em outubro deste ano, de acordo como ministro do Gilmar Mendes, do STF.
Leia a mensagem na íntegra.

Prefeitos têm até 20 de julho para divulgar metas de sustentabilidade

Vargem bem que merece um
compromisso com a sustentabilidade
Contagem não aderiu, mas ainda há tempo
O portal do Programa Cidades Sustentáveis - PCS irá disponibilizar, a partir do próximo dia 20, os planos de metas e os indicadores desenvolvidos pelos prefeitos que assinaram a carta compromisso com a sustentabilidade ambiental.
Mais de 230 prefeitos do Brasil, incluindo 20 de capitais estaduais, aderiram ao programa. Infelizmente, não é o caso de Contagem. O prefeito Carlin Moura, até o momento, não aparece na lista dos signatários. Mas ainda há tempo. Caso queira, pode fazê-lo,  até o dia 30 de agosto.
O Programa Cidades Sustentáveis é uma iniciativa da Rede Nossa São Paulo, Instituto Ethos e Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis. Seu propósito é sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para as cidades brasileiras se desenvolverem de forma econômica, social e ambientalmente sustentável.
Para tanto, pretende engajar cidadãos, organizações sociais, empresas e governos. O programa é apartidário e além dos prefeitos eleitos, dezenas de organizações da sociedade civil, empresas e órgãos públicos firmaram parceria com a causa.
Acesse o site do Programa Cidades Sustentáveis.