Historiador propõe o fim das atual estrutura escolar
"Nossa sociedade percebe o ensino escolarizado como algo absolutamente natural e indispensável, apesar do mesmo existir da forma que conhecemos hoje somente a partir do século XIX. Deveríamos aprender a questionar não os problemas da escola, mas a própria existência dela como um grave problema político.”
Essa afirmação é do historiador Danilo Alexandre Ferreira de Camargo que concluiu uma dissertação a mestrado com o tema “O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores”.
Danilo analisou, ao longo de quatro anos, mais de 60 trabalhos acadêmicos que tratam do adoecimento dos professores. Sua conclusão é que o problema não está nas condições de trabalho mas na própria instituição escolar que, em sua opinião, tem uma estrutura insuportável.
Para ele, as soluções para os problemas da escola vão sempre no sentido de aperfeiçoá-la e ampliá-la. “Talvez seja a hora de começarmos a duvidar da naturalidade da escola e de sua correspondente ordem social”, afirma.
Particularmente, achei muito estimulante a abordagem do historiador. Mais informações podem ser obtidas diretamente com o pesquisador pelo telefone: (11) 9 9437-3646.
A notícia foi divulgada pelo site da Agência USP de Notícias.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
A ONU quer saber
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| Consumo de água no mundo é bomba-relógio |
Se você tem alguma boa ideia para melhorar a forma como as pessoas lidam com a água, conte para a Organização das Nações Unidas - ONU. Se a ideia for realmente boa, ela será adotada como recomendação e divulgada pelas Nações Unidas.
Com a explosão populacional que deve elevar a população do planeta para 9 bilhões de pessoas até 2050 na Terra, o uso da água está se tornando uma bomba-relógio. Reduzir o consumo e o desperdício de água, além de diminuir a quantidade de poluentes prejudiciais aos aquíferos, são os grandes desafios.
Pensando nisso, o Programa da ONU para Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, lançou ontem, segunda-feira (15) uma consulta global sobre qualidade e desperdício de água.
A discussão online está aberta a qualquer pessoa, até 17 de fevereiro, que queira compartilhar visões e propostas para melhorar o manejo da água. O objetivo da consulta é a criação da agenda de desenvolvimento pós-2015, ano em que termina o prazo das Metas do Milênio.
O probleminha para a participação é que tudo em inglês.
Você pode participar via Twitter # wastewater2015 e dúvidas podem ser dirimidas pelo endereço water2015@worldwewant2015.org. Mas, no portal da ONU Brasil não há nada sobre o assunto.
Tá passando da hora ONU Brasil ser mais afirmativa na inclusão da língua portuguesa em suas atividades.
Acesse a ONUBR.
Acesse a consulta pública sobre a qualidade do manejo da água no mundo (Wastewater and Water Quality Sub-Consultation).
Notícia originalmente divulgada no site EcoD.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Polêmica na posse de Obama
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| O pastor Louie Giglio Foto: ThinkProgress |
A questão LGBT nos EUA vem apresentando lances cada vez mais interessantes. Agora, o próprio Obama foi envolvido.
O cerimonial da Casa Branca havia convidado o pastor Louie Giglio para ministrar a benção na cerimônia de posse do presidente. Giglio é um personagem respeitado no mundo evangélico e conhecido por sua liderança na luta contra o tráfico de seres humanos. Mas, como muitos, ele condena o homossexualismo.
Há uns 15 anos, Giglio proferiu um sermão instando os cristãos a responderem com firmeza, “mas com amor” à agressiva agenda defendida “não por todos, mas por muitos” na comunidade homossexual. Aparentemente, foi uma das poucas ocasiões que o pastor se manifestou sobre o tema.
Na última quarta-feira (9), o blog “ThinkProgress”, de inclinação liberal (para os padrões norte-americanos), recuperou esse discurso e abriu uma torrente de comentários de ativistas prós e contras os direitos dos homossexuais.
Louie Giglio acabou retirando a aceitação ao convite para evitar que a cerimônia fosse ofuscada “por aqueles que procuram fazer a sua agenda o ponto focal da inauguração” (...) “Respeitosamente retiro a minha aceitação ao convite do presidente”.
A Casa Branca alega que não estava ciente dos comentários passados do pastor. Ao mesmo tempo, Richard Blanco, um poeta e ativista gay, foi convidado para escrever e ler o poema da cerimônia de posse.
O noticiário mais sensacionalista e interessado em alimentar a polêmica afirma que trata-se de uma substituição. Isso não é verdade. Para a cerimônia de posse de seu primeiro mandato, Obama convidou o pastor batista Rick Warren, conhecido oponente do “casamento” homossexual, e o bispo gay Gene Robinson.
A questão LGBT está se acirrando e não apenas nos EUA. Lideranças contrárias à agenda gay acusam Obama de tentar segregar os cristãos que condenam a homossexualidade. É o caso de Penny Nance, líder do grupo pró-família Concerned Women for Americane. Disse ela ao The Christian Post, um dos mais importantes jornais evangélicos do mundo:
“Isso não é algo novo. Esta administração tem, de modo calculado e cuidadoso, excluído quem não partilha as suas opiniões. E as suas opiniões são as mais de esquerda na história dos EUA. Ele é perigoso e não é saudável para qualquer administração impedir um contrapeso de crenças.”
Acesse o blog ThinkProgress.
Acesse a matéria no The Christian Post.
O Cristan Post possui uma versão em português.
Complemento sobre a questão elétrica
Estudo indica que Brasil desperdiça por ano energia suficiente para abastecer o estado do Rio
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia - Abesco, cerca de 10% dos 430 terawatt-hora (TWh) consumidos no país a cada ano são desperdiçados.
Este volume seria superior ao consumido pela população do estado do Rio de Janeiro, que alcança cerca de 36 Twh.
Com esse desperdício de energia, afirma a Abesco, são jogados fora, no Brasil, aproximadamente R$ 15 bilhões ao ano.
As maiores fontes de desperdícios são plantas comerciais, como shoppings, hospitais, além das indústrias e isso ocorre devido a industriais obsoletos e sistemas de refrigeração, aquecimento e iluminação inadequados, sem sistemas de automação que permitam, por exemplo, o desligamento automático quando não há pessoas presentes no local.
Procurei pelo estudo no site da Abesco e não encontrei.
A notícia foi veiculada pela Agência Brasil.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia - Abesco, cerca de 10% dos 430 terawatt-hora (TWh) consumidos no país a cada ano são desperdiçados.
Este volume seria superior ao consumido pela população do estado do Rio de Janeiro, que alcança cerca de 36 Twh.
Com esse desperdício de energia, afirma a Abesco, são jogados fora, no Brasil, aproximadamente R$ 15 bilhões ao ano.
As maiores fontes de desperdícios são plantas comerciais, como shoppings, hospitais, além das indústrias e isso ocorre devido a industriais obsoletos e sistemas de refrigeração, aquecimento e iluminação inadequados, sem sistemas de automação que permitam, por exemplo, o desligamento automático quando não há pessoas presentes no local.
Procurei pelo estudo no site da Abesco e não encontrei.
A notícia foi veiculada pela Agência Brasil.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
2013: ano da educação infantil
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| Cemei Água Branca Foto: Prefeitura de Contagem |
Uma das maiores conquistas da Educação brasileira na última década foi ter colocado para dentro da Escola 98% das crianças com idade entre 6 e 14 anos.
A partir deste ano, entretanto, os municípios terão de recuperar o fôlego para criar vagas para mais 1,4 milhão de pequenos brasileiros fora da Escola. São crianças de 4 e 5 anos que deverão estar matriculadas na Pré-Escola até 2016.
E não basta apenas criar vagas. É preciso planejar um Ensino de qualidade para essas crianças.
Nunca é demais lembrar que a prefeita Marília Campos deixou 12 centros municipais de Educação Infantil – CEMEI em funcionamento e mais 11 em construção.
Em dezembro a revista Época divulgou uma ótima matéria sobre o assunto que vale a pena ler.
Confira a matéria no site Todos pela Educação.
O que está acontecendo com o sistema elétrico brasileiro?
O assunto virou tema frequente no noticiário e porrete contra a presidenta Dilma, tendo em vista as eleições de 2014.
Mas, afinal, o que está de fato acontecendo com o setor de geração de energia elétrica no país?
O primeiro problema diz respeito ao forte aumento do consumo.
Segundo informações da Empresa de Pesquisa Energética - EPE, ligada ao Ministério de Minas e Energia isso se deve a três fatores:
- O governo vem adotando medidas para estimular a demanda e ampliar a eletrificação do país. Um exemplo, é o Programa Luz para todos;
- Há ainda um esforço para modernizar a matriz energética, em favor das fontes sustentáveis e em detrimento de fontes poluentes, como o carvão. Este tópico será tratado mais abaixo;
- Finalmente, há a retomada do poder aquisitivo da população, fato que também força o consumo para cima.
No período entre 2010 e 2011, por exemplo, o consumo final de energia elétrica no país cresceu 3,3% contra um crescimento de apenas 1,3% da oferta interna. Ver o gráfico abaixo.
O segundo problema, é o atraso do período das chuvas. A ênfase dada pelo governo brasileiro nas hidrelétricas torna o país dependente da hidrologia, que não é algo governável – pelo menos ainda não.
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| Clique na imagem para ampliar |
A situação de hoje é diversa da enfrentada em 2001 quando a falta de chuvas deixou várias represas vazias e fomos obrigados a racionar energia. Após uma década sem investimentos na geração e distribuição de energia elétrica no Brasil, o governo Fernando Henrique Cardoso foi surpreendido pela necessidade urgente de cortar em 20% o consumo de eletricidade em quase todo o País.
Felizmente, as chuvas voltaram torrenciais ainda em dezembro e isso permitiu o fim do racionamento em fevereiro.
Foi naquela época que Dilma Rousseff começou a projetar a imagem de boa gestora que a levou ao Palácio do Planalto como ministra de Lula e depois como presidenta.
Duas vezes secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, coube a ela negociar, na ocasião, a exclusão do estado gaúcho do racionamento imposto por FHC, já que suas represas estavam cheias e houve retomada de investimentos no setor. Sobrava energia no Sul, com Dilma, e não havia linhas de transmissão para outras regiões
Os dados da EPE mostram que de 2001 para 2012 a capacidade do Sul de transportar energia para o resto do país aumentou em 80%. No mesmo período, a capacidade instalada de geração cresceu 75% no país. Na mesma comparação, a capacidade de termelétricas aumentou 150% e a capacidade de transmissão de energia, entre as regiões, cresceu 68%.
Matriz mais equilibrada no futuro
Apesar de todos os investimentos, os números mostram que existe, portanto, e de fato, um gargalo na produção de energia que precisa de soluções. Mas estamos longe de uma situação como a de 2001 e do risco de apagões.
Este é um problema geral visível também em outras áreas. O novo ciclo de crescimento do Brasil impõe pesados desafios para a construção de uma infraestrutura que lhe seja correspondente. Nesse ponto, enfrentamos a herança de um passado onde a prioridade não estava no desenvolvimento nacional.
A meta do Ministério de Minas e Energia é diversificar a matriz energética brasileira. Atualmente, a produção está fortemente focada nas fontes hidráulicas, que respondem por mais demais de 78% da produção nacional e ainda não é suficiente, como vimos: o Brasil importa hidroenergia.
O Plano Nacional de Energia 2030, um alentado documento que orienta as políticas nacionais nesta área, aponta para a queda relativa da geração com fonte hídrica (essa queda pode variar em até 50% conforme a fonte consultada), e para o aumento da participação de outras formas de produção, tais como a eólica, biomassa, usinas térmicas ( movidas principalmente a gás e carvão), além novos projetos em energia nuclear sem data para serem iniciados.
Preocupantes são as movimentações no âmbito do governo federal quanto às usinas térmicas.
Atualmente, elas apenas são acionadas em caráter emergencial, pois são vistas como uma fonte complementar. Com as usinas hidrelétricas sofrendo a baixa nos reservatórios de água, mais termelétricas foram ativadas para dar suporte ao sistema.
O governo Dilma pondera a possibilidade de reabilitar as térmicas e dar a elas um papel mais importante e permanente, tendo em vista garantir a segurança energética, conforme anunciado pelo jornal Valor, edição de hoje, dia 10 de janeiro.
Se isso acontecer, será uma reviravolta nos compromissos ambientais internacionais que o Brasil vem assumindo. O carvão é de longe a fonte de eletricidade mais poluente e com mais gases do efeito estufa produzidos por quilowatt hora do que qualquer outro combustível fóssil.
Essa sinalização do governo brasileiro parece acompanhar uma tendência mundial – o que torna o assunto ainda mais sério.
A Agência Internacional de Energia vem constando o crescimento contínuo da quantidade de eletricidade gerada a partir de carvão, principalmente na Europa. Em alguns países europeus, as taxas anualizadas são de até 50%.
Os dados da AIE mostram que o carvão é a segunda fonte de energia primária no mundo, depois do petróleo, e a primeira fonte de geração de eletricidade em todo o mundo. O consumo aumentou em cerca de 60% desde o inicio deste século até 2010. Isso se deve à alta do preço do gás na Europa e ao baixo custo da madeira nos países em desenvolvimento. A Europa, a China e a Índia têm liderado o aumento no consumo global de carvão.
Acesse a síntese do Balanço Energético Nacional 2012.
Acesse o site da Empresa de Pesquisa Energética – EPE.
Acesse o jornal Valor Econômico.
Acesse o tópico sobre a produção de carvão no mundo no site da Agência Internacional de Energia (em inglês).
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Obelino assume vaga na Câmara
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| Obelino recebeu de volta sua cadeira na Câmara |
No Diário Oficial de Contagem desta terça-feira (8), consta a primeira portaria deste ano da Câmara Municipal nomeando Obelino Marques da Silva, eleito pelo PT, para a vaga antes ocupada pelo já saudoso Avair Salvador de Carvalho, o Gordo do Riacho, que morreu dia 23 de dezembro de 2012.
Muita força e muita sorte ao companheiro Obelino que volta a ocupar sua honrada e combativa cadeira na Câmara.
Entre outras iniciativas, Obelino foi responsável, no mandato anterior, pelo fim do chamado “auxílio paletó” na Câmara de Contagem, desonerando o município em mais de R$ 1.500,00 por mês ou R$ 18,5 mil por ano.
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