quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Brasil será quinta economia do mundo a partir de 2023

Imagem: Internet
Estimativa também indica que a China vai ultrapassar os EUA
O Brasil deve alcançar a condição de quinta maior economia mundial e passar a Inglaterra até 2023. Quem diz isso é o Centre for Economics and Business Research (CEBR), uma empresa de consultoria econômica britânica, em relatório divulgado no último dia 26, pouco antes de The Economist fazer sensação com especulações agourentas sobre o país.
De acordo com as projeções da empresa,  o país deixará inclusive a Alemanha para trás. Em 2023 as cinco maiores economias mundiais serão EUA, China, Japão, Índia e Brasil. Em 2028 essa ordem deve mudar para China, EUA, Índia, Japão e Brasil. No mesmo período, os alemães estarão na sexta colocação e os ingleses em sétima.
Entre os fatores determinantes para a catapultagem do Brasil estão uma demografia favorável,  o forte incremento do comércio agrícola impulsionado pelo acordo Rodada de Doha e, vejam só, ganhos com alimentos geneticamente modificados. É uma pista boa para a investigação.  A quantas anda a participação dos transgênicos no agronegócio?
Outro dado relevante do relatório é que a arrancada do país rumo à quinta colocação só deve acontecer a partir de 2018. Até lá, continuaremos como a sétima economia  no ranking mundial, o que já é uma ótima notícia. A Índia, por outro lado, está atualmente na 11ª posição, deve chegar à nona em 2018, mantendo o ritmo ascendente até 2028.
No caso da Rússia, atualmente na oitava posição no ranking, os britânicos registram um movimento oscilante, com tendência de queda. Segundo eles, em 2018, os russos devem chegar à sexta posição, mas caem a partir disso voltando ao patamar atual.
O documento não trás informações sobre a África do Sul que, junto com Brasil, Rússia, China e Índia, forma o bloco conhecido como BRICS.
Bom lembrar que o Produto Interno Bruto brasileiro havia ultrapassado o da Inglaterra em 2011. Perdeu a colocação em função dos tropeços econômicos dos últimos dois anos.
Entre os países que disputam um lugar entre as 10 maiores economias mundiais nas próximas duas décadas, duas são da América do Norte (EUA e Canadá), quatro da Asia (China, Japão, India e Rússia) , quatro da Europa (Alemanha, França, Reino Unido e Itália), uma da América Central (México) e uma da América do Sul (Brasil).

Acesse o relatório Cebr’s World Economic League Table (em inglês).

Os Pombos 65

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

35% dos brasileiros se sentem escravos do tempo

Homens são os que mais reclamam da falta de tempo, afirma IBOPE
O Ibope Inteligência tem realizado algumas pesquisas que contribuem para compreender um pouco a cabeça dos brasileiros e brasileiras. Uma dessas pesquisas, chamada "Jogos do Tempo" pretendeu investigar como a população brasileira lida com sua jornada diária.
Dia útil típico na vida do brasileiro
começa entre 6 e 7 da manhã e acaba
por volta das 22h
A conclusão é que tudo que seja lento, atrasado ou que represente espera, está em desacordo com a mentalidade pós-moderna no Brasil. Brasileiros e brasileiras querem que tudo e todos estejam disponíveis em um sistema 24X7 e simultâneo.
A pesquisa verificou que 22% de brasileiros assume realizar atividades simultâneas em seu dia a dia como, por exemplo, utilizar a TV e a internet juntos, TV e rádio, rádio e internet etc. A equipe do IBOPE suspeita que esse percentual pode ser maior já que as pessoas têm certa resistência em assumir a falta de concentração no trabalho ou no estudo.
O estudo parece confirmar certas teorias sociológicas sobre a "presentificação" da vida e a ojeriza aos prazos de carência, tais como as desenvolvidas pelos filósofos franceses Paul Virilio e Gilles Lipovetsky.
A urgência com as coisas entretanto é bastante relativa.
Os dados mostram que 35% dos brasileiros se sentem escravos do tempo e, entre esses, os homens na faixa etária entre 35 e 64 anos são os que mais reclamam. Todavia, as pessoas topam gastar mais tempo ainda em alguma tarefa na dependência da sensação de prazer ou conforto que sentem. Por exemplo, homens e mulher aceitariam gastar até uma hora a mais para se alimentar em restaurantes em dias úteis, se a comida for "caseira".
Ainda assim, quando questionados se e quanto pagariam por uma hora a mais no dia, apenas 1/3 dos brasileiros demonstraram interesse na compra, sendo que o valor seria, em média, R$ 50 em um dia útil. Mas os homens tenderiam a pagar R$85 por uma hora a mais em um dia de folga.
Outro dado interessante diz respeito à “juvenilização” da sociedade. Entre os entrevistados, 65% se considera 10 anos mais jovem do que realmente é.
O estudo Jogo do Tempo foi realizado durante o ano de 2013.
Leia mais sobre Paul Virílio.
Leia mais sobre Gilles Lipovetsky.
Acesse a matéria completa no site do IBOPE.

Água virtual, produto de exportação

O Brasil é um dos maiores exportadores globais de “água virtual”
Quando um produto é comercializado entre países,
a água usada também foi exportada
A disputa por água no planeta tem dimensões surpreendentes.
Confesso que essa nunca me ocorreu.
A água é fartamente usada na produção, como se sabe. E, naturalmente, é possível calcular a quantidade de água empregada para produzir algo. Essa água embutida nas coisas é chamada de "água virtual".
Alguns países, como a China, descobriram que é melhor importar mercadorias que exijam um grande consumo de água na produção que produzi-las por lá.
É o caso da soja e foi o que descobriu a professora Maria Victoria Ramos Ballester, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.
Para países situados em regiões que sofrem com escassez hídrica, o comercio de água virtual é atraente e benéfico. “Por meio da importação de mercadorias que consomem muita água durante seu processo produtivo, nações, estados e municípios podem aliviar as pressões que sofrem sobre suas próprias fontes”, esclarece a professora. “Quando um produto, seja ele qual for, é comercializado entre países, estados ou municípios, entende-se que a água utilizada em seu processo fabril também foi exportada”, completa.
De acordo com a professora, o Brasil é hoje um dos maiores exportadores globais de “água virtual”, especialmente por meio das commodities agrícolas.
As tendências de crescimento populacional na Ásia indicam que esse comércio se tornará ainda mais estratégico para a segurança hídrica dos países da região, principalmente a China.
Dai a ideia de avaliar o impacto do incremento das exportações no Alto Xingu, uma área cujos recursos hídricos subterrâneos ainda está entre as menos explorados do planeta.
Outras informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo fone (19) 3302-0100.
Com informações da Agência USP de Notícias.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mercado de trabalho latino-americano em momento tenso

Falta de dinamismo econômico afeta oferta de vagas na região, diz OIT
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) liberou na última terça (17) o relatório Panorama Laboral da América Latina e do Caribe 2013.
De acordo com o documento, a taxa de desemprego registrada na região em 2013 foi a menor de toda a série histórica: 6,3% . Apesar disso, a perda de dinamismo da economia pode complicar as coisas a partir do ano que vem. Para manter e consolidar os resultados alcançados, será necessário gerar mais 43,5 milhões de novas vagas nos próximos dez anos.
O momento é positivo porém desafiador, dizem os analistas no documento.
O documento constata que este ano a produtividade cresceu em patamares menores que a média mundial, que os salários cresceram menos que nos anos anteriores, a informalidade não se reduziu que aumentou a desocupação dos jovens nas zonas urbanas.
Outro problema é a informalidade. Existem pelo menos 130 milhões de pessoas ocupadas com trabalhos informais.
Caso a tendência não seja revertida, a expectativa é que, ano que vem, o número de desempregados na região chegue a 14,8 milhões de pessoas. Atualmente, mais da metade dos desempregados na região são mulheres: 7,7 milhões em comparação com 7,1 milhões de homens.
A OIT também estima que três em cada dez trabalhadores latino-americanos não tenham acesso aos mecanismos de proteção social.
O informe inclui ainda um panorama da economia região nos últimos 20 anos e estabelece uma comparação entre a instabilidade característica da década de 1990 e os avanços do período seguinte, interrompidos a partir de 2008 e 2009 devido à crise financeira internacional.
Em tempo: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou hoje que o desemprego brasileiro repetiu em novembro sua menor taxa histórica, de apenas 4,6% e que, ao mesmo tempo, o rendimento dos salários voltou a crescer, subindo 2,0 por cento no mês.
Acesse o relatório Panorama Laboral da América Latina e do Caribe 2013 (em espanhol).

Os Pombos 63

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